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segunda-feira, 21 de julho de 2025

O Universo Criativo do Culturama SSA 3ª Edição: Um Mergulho em Cor, Traço e Voz

 

O Universo Criativo do Culturama SSA 3ª Edição: Um Mergulho em Cor, Traço e Voz
 “Pantera Negra” é o nome da arte ilustrada nessa imagem — uma criação da artista visual Nathalia Félix (@nathaliafelixart)

No dia 13 de julho de 2025, o Centro Cultural SESI Casa Branca, em Salvador, se transformou em palco de uma celebração vibrante e plural da cultura local com a 3ª edição do Culturama SSA. 

Mais do que um simples evento, o Culturama é um mergulho profundo no universo criativo da capital baiana, onde música autoral, artes visuais e a expressão urbana se entrelaçam para dar voz a uma cena independente pulsante e cheia de significado.

Entre sons que ecoam a diversidade musical da cidade, cores que estampam a criatividade dos artistas visuais e traços que revelam narrativas únicas, artistas e público formaram uma comunidade efervescente. 

A terceira edição de 2025 celebrou o Dia Mundial do Rock com atitude e diversidade, trazendo à tona a cultura como ferramenta de resistência, pertencimento e afirmação identitária.

Este artigo convida você a explorar esse universo rico e multifacetado, destacando os principais artistas e experiências que fizeram do Culturama SSA 3ª edição um marco na cena cultural alternativa de Salvador.

Quando a Cidade Vira Palco: Música, Cultura e Encontro

No coração pulsante de Salvador, o Centro Cultural SESI Casa Branca se transformou em uma verdadeira usina de criatividade e expressão durante a 3ª edição do Culturama SSA, realizada no emblemático Dia Mundial do Rock, 13 de julho. 

Este evento independente consolidou-se como uma celebração dinâmica da cultura alternativa baiana, onde música autoral, artes visuais e cultura urbana estabeleceram um diálogo vibrante e contínuo.

Mais do que um simples espetáculo, o Culturama tornou-se um espaço de encontro e troca, que conecta artistas e público em uma experiência profunda de pertencimento e fortalecimento da cena cultural local. 

Ali, cada nota, cada traço e cada gesto reforçam o papel da arte como um elemento vivo e transformador da cidade, mostrando como Salvador pulsa muito além de seus cartões-postais.

O Ritmo da Resistência: O Palco Que Falou Alto no Dia Mundial do Rock

No palco do Culturama SSA, a força da música independente reverberou em cada canto do Centro Cultural SESI Casa Branca.

A banda Síndrome K abriu a noite com sua pegada agressiva e madura, entregando um som que mistura thrash metal e rock baiano, resgatando a essência visceral do gênero com identidade local.

Em seguida, Eric Bispo, vocalista da banda Intra, assumiu o palco com intensidade — presença que se desdobrou também nas artes visuais, ampliando sua atuação multifacetada dentro do evento.

A própria Intra, anfitriã do Culturama, trouxe um show denso e existencialista, com letras profundas e uma sonoridade que provoca catarse, conectando o público por meio de sentimentos brutos e reflexivos.

Na sequência, o Retrô Foguetes incendiou o espaço com sua surf rock instrumental — uma mistura de energia retrô e performance moderna que fez a plateia vibrar do início ao fim.

Com maestria, a DJ Maiara Russel assumiu as pickups com um set que atravessou o rock e flertou com outros ritmos alternativos, mantendo a pista pulsante em uma celebração sonora plural, diversa e autêntica.

O Culturama SSA, mais uma vez, mostrou que a música local tem voz, atitude e resistência — sendo palco e manifesto de uma cena que pulsa identidade.

Tinta, Pixel e Pele: A Cena Visual que Tomou Conta do Evento

Enquanto os acordes preenchiam o ar, as artes visuais tomaram o espaço, a 3ª edição do Culturama SSA apresentou uma diversidade estética admirável: de aquarelas delicadas a ilustrações digitais vibrantes, passando por cerâmicas artesanais, colagens urbanas e tatuagens autorais.

Mais do que estilos, o que se viu foram narrativas visuais potentes, onde cada obra carregava traços de identidade, afeto e crítica.

Essa pluralidade reforça o papel do Culturama como vitrine pulsante da criatividade baiana, valorizando o fazer artístico em todas as suas formas — seja ela sobre papel, argila ou pele.

Cada artista compartilhou não apenas sua técnica, mas uma parte íntima de si: suas dores, alegrias, crenças e vivências.

E o público respondeu à altura, circulando entre os stands com atenção, admiração e desejo de levar um pouco daquela energia para casa.

No Culturama SSA, a arte visual não é apenas contemplada — ela é sentida, tocada e vivida.

A Arte Como Manifesto: Espiritualidade, Afeto e Crítica Social

Na terceira edição do Culturama SSA, a arte também se ergueu como manifesto — uma forma de resistência e expressão profunda de valores, vivências e inquietações. 

Espiritualidade, ancestralidade e crítica social caminharam juntas nos trabalhos de artistas que fizeram da estética um ato político e afetivo.

Darwiz Bagdeve apresentou quadrinhos afrofuturistas repletos de ancestralidade e resistência preta. 

Com uma estética marcante e narrativa potente, suas obras lançam um olhar para o passado que constrói futuros possíveis — onde herança e imaginação caminham lado a lado.

Igor de olho provocou o público com seu projeto “Like não é amor”, uma crítica afiada ao esvaziamento das relações no universo digital. 

Suas esculturas e grafites, de cores vibrantes e formas intensas, questionam como a virtualidade molda nossas conexões emocionais. Uma arte urbana que é denúncia, afeto e chamada à consciência.

Samsara Core criou um espaço ritualístico, quase sagrado. Suas obras combinam simbolismo espiritual, geometria sagrada e ancestralidade, irradiando uma energia silenciosa, porém arrebatadora. 

Eric Bispo, multifacetado, também levou ao evento seu trabalho visual. Suas obras monocromáticas são densas, existencialistas e carregadas de crítica social. 

Entre texturas, silhuetas e atmosferas dramáticas, seu trabalho amplia o impacto do Culturama, mostrando que a arte também pode doer — e, ainda assim, curar.

Arte Para Levar: Prints, Zines, Adesivos e o Afeto Materializado

No Culturama SSA 3ª edição, a arte não se limitou às paredes ou à pele — ela também coube na palma da mão. 

Além das obras originais, muitos artistas ofereceram versões acessíveis e portáteis de suas criações, em formatos que reforçam a estética DIY (do it yourself) e ampliam o alcance da arte independente.

@artcillyz, com suas ilustrações cartunescas e cheias de personalidade, encantou com prints, zines, adesivos e chaveiros vibrantes que despertaram sorrisos e conexões imediatas. 

Já @fochiart mergulhou o público em seu universo psicodélico e fantástico por meio de composições cósmicas e detalhadas que também puderam ser adquiridas em formatos reduzidos, mas igualmente potentes.

Essas pequenas obras — carregadas de identidade, afeto e narrativa — funcionam como fragmentos simbólicos da cena artística local. 

Ao adquiri-las, o público não só apoia diretamente os criadores, como também leva consigo um pedaço da experiência, da estética e da energia coletiva que o Culturama proporciona.

Mais do que lembranças, são manifestações sensíveis de pertencimento, resistência e afeto materializado — tornando a arte algo que se vive, se compartilha e se carrega no cotidiano.

Vivência e Conexão: Quando a Feira é Mais que um Evento

Mais do que uma feira de arte, o Culturama SSA 3ª edição se consolidou como um espaço vivo de trocas reais — onde a criação não se limita ao que é exposto, mas se estende aos encontros, conversas e experiências compartilhadas.

Gratuito, colaborativo e afetivamente construído, o evento reativa espaços culturais como o Centro Cultural SESI Casa Branca, ressignificando sua função na cidade e fortalecendo laços entre artistas, público e território. 

É um convite à permanência, à escuta e à coautoria.

A pluralidade do público — jovem, maduro, alternativo, familiar — revelou uma Salvador que busca mais do que entretenimento: quer presença, identidade e expressão. 

O Culturama não gira em torno do consumo, mas sim da vivência cultural como resistência e reconstrução coletiva.

Entre risadas, rodas de conversa, trocas de contatos e aplausos genuínos, o que se formou ali foi uma comunidade pulsante, onde arte, música e solidariedade caminham lado a lado. 

Uma celebração da cultura feita por e para quem acredita que viver é também criar — junto.

Quais os artistas participaram do Culturama SSA 3º Edição

A 3ª edição do Culturama SSA foi um verdadeiro encontro de expressões autorais — e isso se traduziu em uma curadoria rica e diversa de artistas visuais, ilustradores, tatuadores, ceramistas e criadores multidisciplinares. 

Cada um trouxe à tona um universo único, carregado de identidade, afeto e força criativa.

Entre rostos já conhecidos da cena independente e novos talentos que despontam com autenticidade, o evento reuniu nomes que representam o melhor da produção visual contemporânea da Bahia — com traços que vão do digital ao artesanal, do místico ao pop, do sutil ao visceral.

Confira quem participou desta edição:

O Universo Criativo do Culturama SSA 3ª Edição: Um Mergulho em Cor, Traço e Voz
Foto do Intagram: @elliefineart